Como é ser mulher na medicina veterinária hoje?

Fizemos essa pergunta para mulheres que destacam-se na profissão em diferentes áreas e especialidades. Confira os emocionantes depoimentos

março 1, 2023
10:14
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Sumário

Por Mariana Vilela, da redação

As mulheres estão ocupando cada vez mais no mercado veterinário. De acordo com dados do Sistema Conselho Federal e Regionais de Medicina Veterinária (CFMV/CRMVs), entre os 188.863 médicos-veterinários registrados 56% são mulheres (106.012), enquanto entre os 12. 453 zootecnistas inscritos, o público feminino ocupa 36% da lista (4.524). Conversamos com algumas delas para saber como é ser mulher na medicina veterinária hoje. A seguir os depoimentos.

“Ser mulher na medicina veterinária é o maior desafio e privilégio, pois cuidamos daqueles que não possuem voz e são de fato o amor da vida de alguém”.
Raísa Godói, médica-veterinária especializada em gastroenterologia veterinária

Natália Lopes

Médica-veterinária e gerente de Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil
"A medicina veterinária é apaixonante e desafiadora. Como médica-veterinária, sigo em uma eterna jornada de estudos para cada vez mais contribuir com a saúde de gatos e de cães, sem esquecer do papel e da ética do médico-veterinário com a sociedade. Sempre sonhei em servir os animais, e minha rotina de busca pela educação, influência e evidências cumprem com o propósito. Fico muito satisfeita em ser mulher nessa profissão, que sempre foi majoritariamente masculina, e, especialmente, por ter um time de médicas-veterinárias composto também por mulheres".
Natália Lopes, médica-veterinária e gerente de assuntos científicos da Royal Canin Brasil
“Ser mulher na medicina veterinária hoje é como na época que me formei, encantadoramente desafiador. Mudaram os tempos, mudou o ambiente profissional, aumentou a representatividade feminina, ficaram os desafios: Desafios de começar na vida profissional, desafios financeiros, conquistar sonhos e de compatibilizar realização profissional com necessidades familiares. Jornada dupla, às vezes tripla, com sorriso nos olhos e faca nos dentes. Ser mulher na medicina veterinária é aceitar que a natureza é maravilhosa e nos dá o poder de almejar a saúde com nossas forças, apesar das fragilidades”.
Cláudia Binder, Médica-veterinária que atua na área de biossegurança e diretora científica da Associação Brasileira de Gestão Técnica em Medicina veterinária (ABGTVet)
"É encarar a difícil jornada e, ainda assim, não se conformar com os espaços culturalmente pré-estabelecidos para nós".
Bruna Fernanda Ferreira Seabra, médica-veterinária, especializada em nutrição de cães e gatos

"As mulheres vêm ocupando cada vez mais espaços de liderança em vários setores no mundo e isso é muito positivo, pois é a diversidade sendo colocada em prática e reforçando as diferentes potencialidades que as mulheres possuem e a versatilidade para assumir qualquer papel, cargo ou posicionamento que ela escolha. Ser mulher e médica-veterinária me faz observar diversos desafios para serem vencidos, principalmente, em relação à maturidade da cultura de diversidade. Por isso, é sempre importante incentivar e continuar lutando para que as oportunidades sejam ofertadas de maneira igualitária, além de procurar atuar em lugares, sejam empresas, clínicas, hospitais, que valorizem as pessoas, principalmente as mulheres, e investem nelas como o seu principal ativo, independentemente de gênero. Isso também será o grande diferencial que nos fará desenvolver e sentir incentivadas a buscar nossos sonhos profissionais, além, claro, de mostrar para as empresas que só estaremos e contribuiremos com as nossas qualidades únicas onde somos valorizadas. Neste Dia Internacional da Mulher, desejo que esse movimento de igualdade de gênero e de celebração de conquistas femininas seja cada vez mais frequente no nosso segmento, para que possamos cumprir ainda mais nosso propósito de melhorar a vida das pessoas, a saúde e o bem-estar dos animais. E, ainda, um recado especial para todas as médicas-veterinárias: tenha dedicação e busque constantemente por conhecimento e atualização nas nossas áreas, defina objetivos de curto, médio e longo prazo, foque no desenvolvimento das suas forças e sempre olhe para dentro de si mesma, o autoconhecimento é fundamental para compreender a sua forma de interagir com as situações, motivando as suas decisões e como evoluir as suas fortalezas. É essencial seguir sempre na busca constante da felicidade. Temos que levar a nossa trilha de uma maneira leve e feliz, onde somos valorizadas! Essa é a única forma de atingirmos o sucesso”.
Daniela Baccarin, médica-veterinária e gerente de Soluções Estratégicas e Serviços Médicos-Veterinários da unidade de animais de companhia da MSD Saúde Animal

“É desafiador e extremamente gratificante. É sentir a profissão a cada dia”.
Gládis Costa, médica-veterinária, especializada em marketing para veterinários
“Conquistamos nosso espaço na medicina veterinária e hoje já somos maioria desde a graduação. Estamos presentes em todas as áreas de atuação da profissão, e com muita garra e persistência conseguimos quebrar alguns paradigmas. Mas assim como em outras profissões, ainda há muito a conquistar em termos de equidade, afinal estamos em uma sociedade que tem muito a evoluir neste quesito”.
Keila Godoy, médica-veterinária e gerente de Comunicação Corporativa da Adimax

“Ser mulher na medicina veterinária hoje é ser múltipla, é ser plural. Já fomos a minoria, no início dessa profissão, hoje somos a maioria. A maioria, mas em um mundo novo, desafiador dentre os conceitos de saúde única (one health), do animal como ser senciente, do bem-estar ambiental, que mudaram todo o caminho da profissão e que desejam essa mulher forte e conectada, representante de si mesma, das outras e de toda uma nova geração que se desenvolve num mundo onde animais, pessoas, alimentos de origem animal e suas conexões nos trazem ao papel principal e protagonista de uma das profissões mais importantes e necessárias para a vida”.
Rafaela Luns, médica-veterinária, mestre e doutora, chefe de fiscalização do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG) e vice-presidente da Associação Brasileira de Gestão Técnica em Medicina veterinária (ABGTVet)

“Ser mulher na medicina veterinária hoje é poder contribuir para um mundo melhor por meio de um trabalho contínuo pela saúde dos animais, dos humanos e do meio ambiente, em um contexto de saúde única, sob nosso olhar delicado e firme. É poder amplificar uma ação intrinsicamente conectada ao feminino: o ato de cuidar!”.
Marina Macruz, médica-veterinária, supervisora de Capacitação Técnico-Científica e Técnico-Comercial da PremieRpet

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